domingo, 11 de abril de 2010

Bolsa livro: a Universidade de São Paulo investe na leitura de seus alunos

A cultura da avaliação, em boa hora implantada nos diferentes níveis do ensino, no que se refere ao ensino fundamental, tem dado oportunidade a que de norte a sul, diferentes vozes se façam ouvir na esteira dos irrefutáveis e sombrios diagnósticos da educação brasileira. Diagnósticos tanto mais sombrios quando, recentemente, prova de avaliação de docentes da rede pública paulista mostrou o grande despreparo de fração significativa do magistério. Sem professores competentes, não há ensino competente.
Face ao descalabro, não faltam nem propostas nem acusações. Se as primeiras são tímidas, as últimas costumam ser espalhafatosas. Dentre as propostas, as mais alvissareiras são as que divulgam iniciativas e projetos que, por terem a aval de instituições que gozam de credibilidade podem inspirar réplicas.
É neste contexto que ganha vulto uma iniciativa da Universidade de São Paulo (USP) que, fiel a seu projeto de aliar equidade e competência em seus projetos sociais, como o de permanência dos alunos, inclui, no orçamento para 2010 , uma bolsa livro.
A iniciativa inspira-se na crença de que a sala de aula e a voz do professor não constituem o único espaço nem o único instrumento de aprendizado. Tampouco apenas laboratórios e computadores. O conhecimento, é verdade, circula por vários caminhos, mas circula sobretudo pelas linhas e entrelinhas dos livros. E da mesma forma que a universidade se preocupa com alojamento e alimentação de seus estudantes mais carentes, é preciso que ela também lhes faculte um trânsito mais desenvolto pela cultura letrada.
Pois, se a fragilidade das práticas de leitura estão na base da precariedade dos resultados conseguidos pela escola brasileira – desde sua base – uma ação no patamar mais alto do sistema educacional pode qualificar o cenário dos patamares intermediários. Sobretudo na área de humanas – cujos egressos em boa parte habilitam-se para o magistério- a leitura é fundamental, e não apenas a leitura de livros didáticos, técnicos e especializados.
Se a bibliografia básica de cada área é obrigação da universidade providenciar – e o sistema de Bibliotecas da USP é zeloso nesta função- a bolsa-livro tem por horizonte a formação de leitores, de jovens leitores apaixonados pela leitura, que não vêem fronteiras entre os gêneros, e que já sabem ou que vão aprender que têm nos livros parceiros indispensáveis para a grande aventura do conhecimento em nome da qual chegaram à nossa universidade. É exatamente para isto que a bolsa-livro existe.
Serão, neste primeiro ano, quinhentas bolsas: 10 parcelas de 120,00 reais – totalizando 1200,00 reais ano para cada aluno contemplado. Para ele comprar livros. Para ele começar ou ampliar sua biblioteca. Mas não é apenas da perspectiva do leitor que este projeto é importante: do ponto de vista econômico, esta iniciativa da Universidade de São Paulo representa também uma injeção de R$ 600.000,00 anuais no mercado livreiro.
Cifra nada desprezível e que pode e deve esperar uma contrapartida, como por exemplo a de venda de livros mais baratos para os estudantes beneficiados com esta bolsa. Particularmente as editoras universitárias – a exemplo do que a EDUSP já planeja – são parceiras naturais deste projeto. E, na esteira delas, com certeza a Câmara Brasileira do Livro será também interlocutora privilegiada nas propostas e alternativas para sua implementação.
Neste ano em que o mundo brasileiro dos livros e dos leitores foi tão duramente atingido pela morte de José Mindlin, a iniciativa desta bolsa-livro é um preito de saudade, que evoca a figura alegre e generosa do intelectual que sempre se considerou depositário dos livros de sua fantástica biblioteca, parte da qual, em breve estará na Cidade Universitária .
Dar o nome de José Mindlin a esta bolsa pode ser o gesto de reconhecimento e homenagem de nossa universidade a seu grande amigo, que se fará presente cada vez que um livro, tornado acessível através desta bolsa, faça um jovem sorrir de felicidade: afinal, o ex-libris de José Mindlin rezava: je ne fais rien sans gaieté .

Artigo de Franco Lajolo foi Vice-Reitor da USP - 2006/2009.

domingo, 4 de abril de 2010

Presenças ilustres na abertura do projeto Marginália



O projeto Marginália, que acontece de 8 a 29 de abril, no Teatro SESC Campinas apresenta um recorte sobre as manifestações da cultura marginal, que teve seu período de maior visibilidade nos anos 1960/70, e suas reverberações até os dias atuais. A marginália será apresentada, discutida e revista em mesas de diálogos, shows, espetáculos, performances e oficinas. Na programação a presença de personalidades como Tom Zé, Jorge Mautner, Paulo Bruscky, Arrigo Barnabé, Celso Favaretto, Chacal, André Garolli, Helena Ignez, entre outros.
Na abertura, no dia 8, às 20h, o professor e diretor regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda, fará uma abordagem histórica dos anos 60/70, contextualizando a ação da instituição neste período. Junto dele, estará o artista e crítico de arte Fernando Cocchiarale, comentando sobre a arte da época marginal e seus possíveis caminhos. Os interessados devem confirmar presença pelo e-mail protocolo@campinas.sescsp.org.br.
O professor Danilo Santos de Miranda é Diretor do Departamento Regional do SESC SP desde 1984, formado em Filosofia e Ciências Sociais, conselheiro do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, do MASP – Museu de Arte de São Paulo – e do Art for the World/Suíça, além de participar da diretoria do International Institute for Cultural Enterprise de Nova Iorque.
Fernando Cocchiarale é o artista plástico pioneiro na utilização do vídeo como forma de expressão. É também crítico de arte e professor do Departamento de Filosofia da PUC-RJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, além de Curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Além disso, haverá, na mesma noite, às 21h30, a apresentação da performance Zona de conforto/ Zona de confronto, pelo artista plástico paulista Shima, que se utiliza de uma fita de isolamento zebrada num espaço público para revelar a dicotomia existente entre o conforto da proteção e o confronto de suas ações no meio urbano. Informações: www.sescsp.org.br e ou (19) 3737-1500

sexta-feira, 26 de março de 2010

Marina Silva reuniu cerca de duas mil pessoas na FAAT

Cerca de duas mil pessoas, entre alunos e convidados ouviram a senadora Marina Silva (PV) discorrer sobre o tema Meio Ambiente e Sustentabilidade, no campus Dom Pedro das Faculdades Atibaia (FAAT). Essa visita traduz sua trajetória política, que tem sido pautada na preocupação com o meio ambiente e nas ações de desenvolvimento sustentável.
Em 2009, já como senadora da República anunciou a sua desfiliação do PT justificando que faltavam condições políticas para fazer a gestão ambiental. Seu reconhecimento ultrapassou barreiras geográficas e atualmente Marina Silva é respeitada internacionalmente. Entre as homenagens, no ano passado Marina recebeu da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award).
Sua militância nas questões ambientais e sociais teve início nos movimentos Eclesiais de Base e dos seringueiros. Nascida em Breu Velho, no Seringal Bagaço (Acre) foi alfabetizada aos 16 anos. Com 26 anos formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Na política ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1985, tornando-se em 1988 a vereadora mais votada em Rio Branco.
Na FAAT a senadora - foi recebida pelos mantenedores da instituição. Autoridades locais do PV, e comitiva estadual do partido, bem como o prefeito Dr. Denig e o deputado estadual Roberto Santiago.
Para Marina, ética e sustentabilidade são uma coisa só, razão pela qual conclamou mudanças nos hábitos individuais para reverter os problemas ambientais. “A realidade responde na língua em que é perguntada”, disse a palestrante, referindo-se às mudanças climáticas e outros fenômenos naturais que estão ocorrendo no mundo, relacionados com as agressões do ser humano.
Marina pontuou sua preocupação com a vida contemporânea, marcada pelo egoísmo e ações descartáveis do seres humanos. Diante disso define-se como “mantenedora de utopias”, sustentando se sonho de um mundo melhor.
Para os diretores da FAAT, as palestras que são promovidas regularmente pela instituição têm como objetivo ampliar e agregar conhecimento para os futuros profissionais, ampliando interesse e participação dos alunos neste tipo de evento. A próxima, em 15 abril, trará o ex-governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Marina Silva na FAAT - Atibaia



Um "mar de gente" definiu a assessoria da senadora Marina Silva, via twitter referindo-se ao grande público presente na palestra sobre sustentabilidade realizada na FAAT - Faculdades Atibaia.
Marina Silva, discorreu sobre ética e os meios de sustentabilidade ambiental e social.
Com a frase "Radical compromisso com aqueles que ainda não vieram", Marina afirma seu compromisso com o meio ambiente e se diz mantenedora de utopias.


Marina Silva chega na FAAT onde é recebida pelo deputado federal, Roberto Santiago, o vereador Rodrigo Parras e Mauricio Brusadin Presidente Estadual do Partido Verde (PV).